Preciso de um advogado australiano ou basta um advogado no Brasil?
Depende de onde o problema produz efeito. Visto, contrato, empresa, divórcio ou disputa na Austrália exigem um Australian Legal Practitioner — um advogado só com OAB não pode aconselhar sobre direito australiano nem representar você aqui. Se o mesmo caso tem efeitos no Brasil (averbação, inventário, imposto), a dupla habilitação evita contratar dois escritórios que não se falam.
Meu divórcio na Austrália vale automaticamente no Brasil?
Não. O divórcio decretado pelo tribunal australiano precisa ser averbado no Brasil. Se foi consensual e não envolve filhos menores, bens ou pensão, pode ir direto ao cartório de registro civil. Nos demais casos, precisa de homologação no Superior Tribunal de Justiça. Até lá, você continua casado ou casada para a lei brasileira — e não pode casar de novo lá.
Posso resolver um inventário no Brasil sem viajar?
Sim. Com uma procuração pública lavrada no consulado brasileiro (ou por instrumento apostilado na Austrália), um advogado inscrito na OAB representa você no inventário judicial ou extrajudicial e na transferência dos bens. Quando todos os herdeiros concordam e são maiores e capazes, o inventário pode ser feito por escritura pública, sem processo judicial.
Brasil e Austrália têm acordo para evitar dupla tributação?
Não há acordo em vigor. Na maioria dos casos, o imposto pago em um país pode ser compensado no outro, mas as regras são unilaterais e limitadas. Por isso a saída definitiva do Brasil e a residência fiscal australiana precisam ser planejadas, não apenas declaradas — de preferência antes da mudança, não depois.
Preciso morar na Austrália para abrir uma empresa aqui?
Não necessariamente. Uma Pty Ltd exige pelo menos um diretor residente na Austrália, mas os sócios podem estar no Brasil. Uma filial de empresa brasileira exige um agente local. A escolha entre elas é jurídica e tributária, não apenas prática.
Minha marca registrada no INPI está protegida na Austrália?
Não. O registro de marca é territorial. A marca precisa ser registrada na IP Australia — diretamente ou pelo Sistema de Madri, do qual Brasil e Austrália fazem parte. O mesmo vale no sentido contrário para uma marca australiana que queira vender no Brasil.
Recebi uma recusa ou um cancelamento de visto. Quanto tempo tenho?
Pouco. Os prazos para recurso no ART e para judicial review são contados em dias a partir da notificação, e na maior parte dos casos não podem ser prorrogados. Traga a carta de decisão à primeira consulta — a data que está nela define tudo.
Um contrato em português vale na Austrália?
Um contrato pode ser escrito em qualquer língua, mas será interpretado e executado pela lei e pelo foro que ele escolhe. Se vai ser executado na Austrália ou envolve uma parte australiana, precisa atender às exigências locais — Australian Consumer Law, cláusulas abusivas (unfair contract terms), forma de assinatura. Para partes nos dois países, usamos versões bilíngues com cláusula de língua prevalente.
Vocês atendem fora de Queensland?
Sim. Direito migratório, cidadania e a maior parte do direito empresarial e de família são federais, e atendemos clientes em todos os estados — presencialmente na Austrália e por videoconferência. Para questões regidas por lei estadual fora de Queensland, dizemos com clareza o que podemos fazer e o que exige um advogado local.
Como funciona a primeira consulta?
Uma reunião em português, por vídeo ou presencial, em que ouvimos o caso, identificamos qual país (ou se são os dois) está envolvido, dizemos com franqueza o que é viável e apresentamos uma proposta de honorários por escrito. Nenhum trabalho começa sem a sua aprovação.